sexta-feira, janeiro 05, 2007

Eu prefiro churrasco, mas se fosse macarrão, tudo bem...

Olá pessoal. Estou de férias na faculdade, e aproveitando este fantástico período de merecida trégua acadêmica, estou lendo alguns livros que não me lembrem em nada aquilo que estou acostumado a ler no meu dia-a-dia. Sou um grande aficcionado por cultura geral, literatura mundial e um pouco da Geografia e História tal qual não vemos em nenhum cursinho pré-vestibular.
Estou no momento lendo o livro " 1421 - O Ano em que a China Descobriu o Mundo " de Gavin Menzies.

Gavin é um Oficial Comandante de Submarinos, reformado pela marinha britânica, que não apenas afirma, como demostra neste sua obra-prima, que em breve, os livros tais quais conhecemo, terão de ser reescritos o mais breve possível, e conferindo àqueles de verdadeiro mérito pela descoberta do Novo Mundo, a honra de tê-lo feito.


Ele explica muito brevemente no início de seu quase tratado sobre as novas teorias das viagens de circunnavegação, os motivos que levaram-no a descobrir tão abruptamente tudo que ele despeja sem dó nem piedade, em cima de nós, nas exatas 549 páginas escritas desta obra fantástica.


Tudo começou com a sua atração por culturas medievais, e como num sopro, foi tragado pela "verdade dos fatos" que ele defende com sua vida. A pergunta é simples, e sem a ajuda dos universitários, responda rápido: Quem descobriu a América? Se você respondeu Almirante Cristóvão Colombo, é porque não está interado na nova moda. A resposta certá é Zheng He, o Eunuco das Três Jóias. Isso mesmo, os chineses chegaram aqui quase 70 anos antes dos europeus. Gavin Menzies explica, replica, mata a cobra e mostra o pau! (sem qualquer trocadilho no que tange nossos heróis eunucos...)

E o que mais glorifica esta possível nova teoria, é que, para tudo que se fala nesta obra, existem evidências fundadas em documentos históricos espalhados por todo o mundo, em museus e pontos turísticos, além de mais de 600 anos de conhecimentos de navegação, conhecientos estes usados até hoje pelas Forças Navais de todo o mundo.

Se isso fosse mais forte, imaginem só: Buda no lugar do Cristo Redentor? Hashi em vez de garfo e faca? Macarrão em vez de churrasco e Tai-chi-chuan em vez de futebol...

O livro é extremamente sério, muito bem fundado, além de que, considero, particularmente, uma obra bem acabada visualmente, impresso em material visivelmente projetado para perdurar por muitos e muitos anos. Estou lendo, adorando e recomento.

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