segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Apicativos Portáteis e suas maravilhas.

Imaginem a situação: você acaba de chegar ao seu escritório, sua faculdade ou mesmo na lan house, e com uma incrível urgência de que seu problema seja resolvido, você acessa o computador disponível. Em seguida, descobre que não tem instalado aquele aplicativo do qual você precisa para dar prosseguimento em busca de sua solução. Então, você pega sua pendrive, ou seu MP3, ou um CD, espeta na porta USB disponível, ou coloca no driver de CD-ROM do terminal e, sem pânico, roda o programa necessário que você carrega com sigo para todos os lugares nesta mini-unidade de armazenamento, sem chatear nem doer em ninguém.



Apresento à vocês o Portable Apps (clique para acessar o site), que vai ser com certeza uma mão na roda e pivô de sua salvação.



Trata-se de uma "suite-coletânea-personalizável" de aplicativos importantes para navegar na internet, ler e-mail, armazenar agenda e tarefas, editor de texto, apresentações, spreadsheets, mensagem instantânea, áudio e vídeo, compactador e descompactador de arquivos, uns joguinhos (que ninguém é de ferro) e muito mais.



Você baixa o PortableApps do site, instala diretamente na sua unidade de memória portátil (Pendrive, JumpDrive, Flash Memory, MP3), ou como você preferir chamar, e com um espaço disponível ínfimo terá ao alcance de suas mãos todos os recursos de aplicativos embarcados em um desktop. Com algumas restrições é claro, já que são versões portáteis, mas que valem por "gigas e gigas" de informações.



Após instalá-lo em sua pendrive (ou cd-r / rw), você acessa a unidade, entra no diretório onde efetuou a instalação, abre o programa e a janela abaixo aparecerá,




na qual você poderá acessar os programas instalados e adicionar outros. Seus arquivos pessoais e e-mails baixados ficarão dentro de sua unidade, e não no computador em uso no momento, o que é uma garantia de segurança e privacidade.

Acessem a página do projeto e baixem sua cópia. É gratuito e OpenSource. Vai ser de grande valia para você.

links úteis:
http://www.portableapps.com
http://sourceforge.net

Críticas, comentários e ameaças de morte para: renatocaldas01@gmail.com
Um grande abraço,
Renato.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

E o Brasil está declarando guerra ao terrorismo?

Nesta quinta-feira dia 22/02/2007, foi publicado no Diário Oficial um decreto assinado pelo próprio Presidente da República - Luís Inácio Lula da Silva - que dá início à imposição de sanções à República Islâmica do Irã, conforme obriga a ONU, por conta da não interrupção do programa nuclear deste país.

O governo brasileiro decidiu que a partir de agora, uma série de medidas será tomadas para coagir de forma "diplomática" os interesses iranianos em avançar com seu programa nuclear. À grosso modo, significa que foi proibido o envio de material que possa ser usado no processo de construção de armas nucleares, como a fabricação de água pesada, manipulação e facilitação de matéria prima que poderiam ser usadas na fabricação de bombas atômicas e o congelamento imediato de fundos e ativos ligados à nomes e instituições envolvidos no financiamento do programa nuclear iraniano.

Mas tomar medidas contra o Irã?
Vejamos o que é o Irã:

O Irã, anteriormente (anteriormente = muito tempo atrás, mesmo!) chamado de Pérsia, já foi uma jóia no oriente. Hoje, sua capital chama-se Teerã , a moeda interna do país é o rial e o idioma é o persa. Dentre as nações islâmicas, é a única cuja língua oficial não é o árabe, como resultado da resistência às invasões destes povos.
Foi uma nação que, por conta de muitas resistências externas e internas, vem sofrendo ao longo da história com uma série de atos degradantes à sua soberania. Para se ter uma idéia, muito antes das longas roupas medievais usadas na europa, que tinham por objetivos abafar o mal-cheiro do usuário, fruto de fracos hábitos de assepcia, além de mostrar pompas com babados e fru-frus; muito antes mesmo da Europa se afundas na Idade Média, a Pérsia (o Irã) já possuía políticas internas de controle financeiro e fundos de aplicação com rendimento, além da existência de um sistema de seguro de vida (hoje um hábito saudável e inteligente das famílias americanas, sendo o único que a gente deveria copiar, mas não o fazemos...).

E hoje, o Irã é o que é.
Exemplo maior de decadência? Vejamos as ricas monarquias africanas, que foram derrubadas, saqueadas, destruidas e estirpadas da farta realidade daquele continente, dando origem à fotografias nada agradáveis, que poderíamos conhecer facilmente acessando nossos computadores pessoais, mas não o fazemos. É mais fácil e menos doloroso ficar alheio.

Se você perguntar à um iraniano o que ele acha das medidas do presidente deste país, Mahmoud Ahmadinejad, você verá ele dizer que apóia, corrobora totalmente, assina em baixo e roga a Alah que lhe aumente a sabedoria e dê vida longa. Verá também a magnitude da ignorância deste, que mal completou a parte básica de qualquer curso equivalente ao nosso Ensino Fundamental.
A parte culta da nação, está fora do país, estudando e trabalhando ao preço do salário de um nativo com cargo inferior ao seu. Este sim, é contra as medidas de Ahmadinejad.

Quando houve rumores de que o Irã seria atacado pelas Forças Israelenses, os iranianos que moram lá disseram que apóiam e ficariam do lado de Mahmoud. Já os "fugitivos", queriam ver o circo pegar fogo e, com sorte, cuminar com a queda de Ahmadinejad.

Para constar: Irã significa "terra dos arianos". Arianos no sentido étnico, e não no sentido religioso.
Ariano, como sabemos, deriva de Ares, que representa o deus da guerra na mitologia grega, e seu equivalente Marte, na cultura romana. Trata-se portanto de um paísque se orgulha de suas batalhas, já que guerrear em nome de Allah (Jihad) é um dos pilares do islamismo. Falar que hoje eles são uma nação indefesa, é um erro fatal. O material de guerra (mísseis, armas pesadas, explosivos etc) recentemente encontrados no Iraque, supostamente fornecidos pelo governo iraniano, é prova de que eles têm poder suficiente para escoar parte dele afim de contribuir com o aumento da violência no Iraque, atuando como subsídio para a resistência, contra as forças anglo-americanas.

Mas não podemos esquecer que esta é uma afirmação americana, e como a experiência é a mãe de todas as certezas, sabemos que palavra de americano é como qualidade de produto chinês: funciona bem à curto prazo, mas não se pode confiar naquilo que promete.

A questão é que não houve indignação da parte dos representantes, porta-vozes e mesmo o próprio presidente iraniano.
Já ouviram falar que onde há fumaça há fogo? O Iraque que o diga.

Voltemos ao posicionamento brasileiro diante da situação:
O Brasil está em busca de uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Quando nós estamos disputando um emprego, a melhor manobra é mostrar do que somos capazes de fazer, e provar que somos alguém de quem o futuro empregador não deveria abrir mão.

Assim é com o Brasil. Para uma nação que deseja projeção internacional, respeito diante de suas propostas, voz influente e respeito a sua soberania, "mostrar serviço" é o melhor a fazer. Os EUA (cof cof...a ONU, desculpa...) e os países membros permanentes do conselho vão aprovar e admirar a posição brasileira. Mais uma meia-dúzia de atos assim, e a gente ganha uma indicação formal.

Mas esta atitude é apenas uma via no sentido contrário de outras três.

Uma, é o fato de que tendo o Brasil tomado esta medida diante da clareza de suas intenções, esta manobra acabaria se voltando contra nós evidenciando a falta de escrúpulos. Em outras palavras, pode não ajudar em nada, soando como uma "ajuda com interesses embutidos" e acabar sendo prejudicial.

A outra: sabe-se que o Brasil tem um programa nuclear de fins pacíficos, como já pode provar à inspetoria da Agência Internacional de Energia Atômica a pouco mais de um ano. Entretanto, trocar conhecimento é sempre bem vindo! Sancionar um país que poderia de alguma forma contribuir para a aceleração do projeto nuclear brasileiro (apenas uma hipótese, nada é totalmente impossível) é atirar pedras para cima do prórpio telhado.

A terceira - e particularmente mais picante - é que a Venezuela possui alguns laços fraternais com o Irã. A aliança de Hugo Chavez e Mahmoud Ahmadinejad contra a tirania americana é clara. Aliás, qualquer atitude que de alguma forma se opuser ao americanismo, soaria como música para os ouvidos do líder venezuelano. E para Chavez, Ahmadinejad soa como um Stradivarius nas mãos de Niccolò Paganini.
É fácil induzir que a atitude brasileira apenas tornaria possíveis discussões e divergências entre Brasília e Caracas muito mais inflamadas.

Enfim, a meu ver, o maior desafio para o Brasil no que se segue à esta decisão, será encontrar um ponto de equiíbrio entre seus interesses com a ONU, a opinião da comunidade internacional diante de nosso posicionamento, a compreenção venezuelana e o respeito à nossa soberania e liberdade de tomar amplas decisões visando nossos próprios interesses.
Isso sim é diplomacia.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

E não é que eu acertei?

Então, cumpre-se a maldita professia. A Beija-Flor é a campeã do Carnaval carioca, deixando claro que algo de muito esquisito acontece nos bastidores do carnaval.

Antes de mais nada, não quero tirar o mérito de luxo e beleza desta Escola. A BeijaFlor estava linda, mas por um deslize de notas mal atribuidas, ficou claro que a Beija-Flor tem mais "carinho" de alguém com uma mão santa. Ou será bolso santo? Ou mesmo voz de comando santa?A Mangueira fez um belíssimo desfile, colocando na Avenida do Samba um dos maiores carros alegóricos que já havia visto. Na minha opinião, a Escola pecou apenas na comissão de frente, que na opinião dos julgadores, foi NOTA DEZ. Na minha, não foi. Achei simplória demais para uma escola desta estirpe.

Ah, mas é simplicidade que conta? Não importa, tem para todos os gostos! A Portela estava linda. Estava simples, não esbanjava luxo e defende um desfile de raíz. Nem por isso a Escola foi favorecida.

Quando a Imperatriz Leopoldinense passou por uns 3 anos sendo campeã consecutivamente, todo mundo falou que era "roubo". Dona Globo ajudou a difundir a idéia. Este é o quarto campeonato da Beija-Flor em 5 anos. Mas agora não é roubo!
A Beija-Flor tocou no Big Brother, os discos do Neguinho da Beija-Flor são todos da SomLivre, o Estandarte de Ouro do Jornal O Globo saiu para a Beija-Flor, a Rede Globo detém exclusividade na transmissão dos desfiles desde os tempos em que guaraná era fechado com rolha, o site da Liga das Escolas - LIESA - é no domínio globo.com - não acredita? Acesse http://liesa.globo.com - os jurados estavam vibrantes com os buracos, rombos, crateras e misturas em frente a seus camarotes, e sequer penalizaram-na por tal. Oh sim, me desculpem. Penalizaram sim, já estava me esquecendo: o último julgador tirou 0.1, dando apenas 9.9 no quesito evolução.

O Salgueiro, escola do bairro da Tijuca, e homônima do morro onde está localizada, estava fantástica! Linda, realmente linda! E por questões de décimos, não vai nem mesmo aparecer no desfile das campeãs.

Império Serrano e Estácio de Sá foram rebaixadas. Mas no final das apurações, saí para dar uma volta. Fui até Madureira. A quadra do Império estava recebendo gente, e a Portela estava a portas fechadas. Seus fiéis amantes estavam nos bares da rua Clara Nunes, indignados e, pelo que se ouvia em ambas comunidades, todos estavam não apenas chateados com o rebaixamento e a derrota, respectivamente, mas ficaram chateados também em ver a Beija-Flor campeã. Tinha até Mangueirense aborrecido em Madureira. Na Tijuca, é um luto que dá até pena. A praça Saens Penã, nas vizinhanças do Morro do Salgueiro, estava vazia (comparando com uma quarta-feira de cinzas normal, e após o meio-dia).

Agora que tudo acabou, me sinto livre para falar que minha aposta era no Salgueiro. Estava linda, e eu jurava que seria campeã. Não vou revelar qual a escola do meu coração - os que me conhecem sabem, e devem ficar mudos!!! - mas posso garantir que não sou Salgueirense. Isso lhes deixa outras doze no Grupo Especial, mais umas tantasoutras nos grupos de acesso inferiores a este. Palpites não faltarão.

Gostaria de não ver o carnaval se tornar um jogo de interesses conforme o futebol a muito passou a ser. Quem gostar de política, por favor, não transformem o carnaval em sinônimo.
Aliás, duas coisas sem a menor ética: fazer política no carnaval e fazer carnaval na política.

Para não deixar dúvidas, isso não é um comentário malicioso. É um comentário insatisfeito. Como proceder diante da desonestidade? Não pela vitória de uma Escola apenas, mas sim pela deslealdade com as outras doze.

Este foi um Carnaval que não vou esquecer. Tivemos o Carnaval dos 500 anos em 2000. Em 2007, tivemos o Carnaval dos Interesses. Ou seria um carnaval de interesses?

E-mails, xingamamentos e ameaças de morte para: renatocaldas01@gmail.com
Poste sua opinião. Ela será respeitada, desde que seja respeitada a dos demais - incluindo a minha. Sua voz não ficará no escuro.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O poder da manipulação de opinião.

Agora, numa tentativa de atualizar os arquivos do blog antes que "a maldosa" coloque na boca do povo, vou tecer um breve comentário a respeito da constante reincidência em crime de indução de opinião das empresas Globo.

Conforme havia dado a entender no tópico anterior, a Rede Globo tem uma capacidade incrível de manipular a opinião de nós, meros seres humanos sedentos de informação. Mas informação de verdade. O que vou relatar é apenas um exemplo atual daquilo que não gostaria de ver comprovado:

Como todos sabem, estive conferindo pessoalmente os Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. A última Escola a desfilar no carnaval 2007 foi a Beija-Flor de Nilópolis. Estava mito bonita no que se pode falar com relação às fantasias e adereços, além de quebrar o estigma de escola que sempre desenvolve seus temas com cores escuras, dando aquela impressão de algo "down" (me faltou expressão melhor que essa).

Eu e muitas outras, pudemos testemunhar uma séri de erros NA CARA dos jurados do setor 11, em frente ao setor 4. Este é o fim da avenida, e depois, não há mais jurados. Mas eles não hão de ser cegos (tomara, pelo bem das demais escolas), e podem ver perfeitamente o que se passa dalí em diante. E o que se passou foi uma Beija-Flor desinteressada em agradar ao público na arquibancada do setor 4 (e conseguiram, porque estávamos lá e ficamos bem desagradados), aos setores populares e as cadeiras de pista em frente aos mesmos.

O que se sucedeu foi uma série de fatos que tiram a credibilidade de LIESA (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) e sua imparcialidade na escolha das campeãs por jurados escolhidos POR ELA MESMA,pois dadas as condutas de comportamento dentro dos camarotes dos julgadores, que dançavam e mostravam um certo sentimento pacional em relação à beija-flor entrando na avenida. Além desta cena teatral, estes fatos retratarem para uma pequena margem de público (justamente o público nestes setores que mencionei) que o resultado do carnaval carioca pode, de alguma forma obscura e totalmente fantasmagórica, ser de interesse da Rede Globo, que teima em veicular à todos os meios de mídias impressas, faladas e teledifundidas que "...O CARNAVAL DA BEIJA-FLOR FOI IMPECÁVEL!...", premiando a Beija-Flor com o Prêmio Estandarte de Ouro do Jornal O Globo, como a melhor escola do Carnaval 2007.

Ora, pinóias! A torre de imagem e som fica exatamente neste local, onde tudo se mostrou, e nenhum fotógrafo barraqueiro foi capaz de clickar aquilo que eu de muito mais longe fui capaz de fotografar? Eles certamente têm lentes muito maiores e poderosas que as da minha câmera automática. É prova de que tamanho não é documento. E nem atestado de competência.

Piadinhas infames à parte, vale lembrar: o resultado da Escola campeã do carnaval será divulgada na tarde de hoje, quarta-feira de cinzas, dia 21 de fevereiro de 2007.

E se minhas suspeitas não se confirmarem, e a Beija-Flor perder, tomara que o Neguinho não enfarte, para que possa assumir ao menos uma vez que a Escola do coração dele não foi injustiçada, mas precisa sim, treinar ou escolher melhor seus diretores de ala e organizadores de evolução.

E-mails, xingamentos e ameaças de morte para: renatocaldas01@gmail.com
Um abraço à todos.

Desfile das Escolas de Samba de Segunda-Feira - Uma análise pessoal

Afim de completar os dois tópicos escritos anteriormente, vou expor aqui minhas impressões à cerca do SEGUNDO DIA de desfile das Escolas de Samba, nesta noite de segunda-feira na Marquês de Sapucaí - RJ.

É importante comentar, antes de mais nada, que desta vez poderemos ver fotos muito melhores, pois estas foram tiradas das arquibancadas do Setor 4. As anteriores haviam sido feitas do Setor popular (vista ruim toda vida...mas com uma acústica excelente!!!!), que estando a mais de 100 metros da avenida, qualquer grande aumento com zoom sem o uso de tripé, produzem fotos muito indicadas para fazer volume na lata de lixo.

As Escolas que desfilaram neste segundo dia foram, nesta ordem:

- 21hs: Unidos do Porto da Pedra
- entre 22:05hs e 22:20hs: Unidos da Tijuca
- entre 23:10hs e 23:30hs: Salgueiro
- entre 00:15hs e 01:00hs : Portela
- entre 01:20hs e 02:20hs : Imperatriz Leopoldinense
- entre 02:25hs e 03:40hs: Acadêmicos do Grande Rio
- entre03:30hs e 05:00hs: Beija-Flor

Além disso, é importante enfatizar que estes horários foram divulgados pela LIESA - Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, afim de garantir que NECESSÁRIAMENTE, as escolas estivessem desfilando dentro do tempo estimado. E, é claro, nenhuma das Escolas de Samba "furou" o tempo limite superior de 80 minutos. Portanto, nenhuma delas deverá ser penalizada com perda de pontos.


- Porto da Pedra:
Foi a peimeira escla a entrar na Marquês de Sapucaí nesta noite de segunda-feira. A escola com o samba "Preto-e-branco à cores", falou do apartheid, que assolou o povo sul-africano, e teve como maior símbolo da luta Nelson Mandela - o leão. Seu carro abre-alas nada convencional em comparação aos anteriores, trouxe o tigre símbolo da escola em cores diferentes - preto e branco. Falou assim das diferenças de raça e cor reduzindo-as a seus pontos semelhantes. Falou da injustiça social e fez paralelos com a realidade das "nossas lutas". Foi um belo desfile com exaltação e respeito às cores da escola. Um samba com refrão simples e altamente decorável. Entretanto, havia quem falasse que a bateria da escola passou muito fria. Eu, particularmente, gostei muito. Belas alegorias fizeram o show.



- Unidos da Tijuca:
A azul-amarelo do Morro do Boréu, da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, fincou o pé na avenida e mostrou logo de início que não estava de brincadeira. Com o samba-enredo "De lambida em lambida, a Tijuca dá um click na avenida", e desenvolveu de maneira extremamente rica, bela e criativa ,em seus 78 minutos de desfile, a história da fotografia, desde o lambe-lambe até as novíssimas câmeras digitais à prova d'água de alta resolução. Tema estranho? De maneira alguma, e pra falar disso, trouxe Dom Pedro II no controle de um lambe-lambe, em sua comissão de frente, dada a estima e curiosidade do Imperador pelo novo tema em seus primórdios. Falou também da curiosa lenda indígena à respeito do aprisionamento das almas humanas em fotografias (???!!!!), além, é claro, dos momentos da nossa história nos quais a fotografia serviu como extensão e ampliação da memória humana, como a menina queimada durante o bombardeio de napalm das forças americanas sobre o Vietnã e momentos da Segunda Grande Guerra. Falou dos momentos nos quais a máquina fotográfica é indispensável para nós. Final de campeonato, formatura, na escola, no show, em viagens e pontos turísticos como as Pirâmides de Gizé, a Torre Eiffel, a Estátua da Liberdade, etc etc.. O ponto máximo do desfile foi a belíssima bateria que piscava com chapéus adornados com flashes.

Particularmente, o momento mais belo foi a passagem do primeiro casal de mestre-sala e porta bendeira, que me emocionaram com uma combinação de dourado e azul que vai ficar na minha memória para sempre.




- Salgueiro:
Sem sombra de dúvidas, aqui no Rio de Janeiro, é possível traças um paralelo,em números, de torcedores entre os times de futebol e os admiradores das Escolas de Samba. Sendo assim, veremos que há Escolas que estão para o samba, assim como alguns times estão para o futebol. E uma destas escolas é o Salgueiro. Esta é uma das Escolas com maior número de torcedores, admiradores, amantes e apaixonados. E não é à toa. O Salgueiro fez um desfile de dar medo no que tange as barreiras do possível do impossível e do ''quanto vai custar isso tudo?". Falando das mulheres guerreiras das principais culturas no mundo, escreveu o refrão de seu samba em dialeto afro. Todo ele! Veja:
"Odoyá, Iemanjá,
Saluba Nanã,
Eparrei,Oya,
Oraye Yê o, Oxum,
Oba xi,Obá."

E isso sacudiu o sambódromo. Literalmente. Testemunhei uma platéia alegre e satisfeita diante de Cleópatra, Guerreiras Amazonas, Deusas-Orixás do sincretismo africano, feiticeiras, Deusas Indianas e muitas outras mulheres relembradas de maneira sutil entre fantasias, alegorias e adereços muito bem hornados em uma combinação de cores fatal: vermelho e dourado! O Salgueiro deixou a avenida sob uma enxurada de aplausos e gritos de "já ganhou". É carta marcada no sábado das campeãs.



- Portela:
A azul e branco de Madureira, escola de samba mais antiga do carnaval carioca. Tenho minhas dúvidas se não é a que postulou o "conceito de Escola de Samba", sendo portanto a mais antiga dentre quaisquer Escolas de Samba. A Portela é o "Flamengo" do samba. É a paixão do portelense. Há até quem seja mais portelense que flamenguista (tenho minha namorada como testemunha, portelense que só...).
Pude presenciar um colega de arquibancada chorar como uma criança quando a Portela foi anunciada ao microfone da Marquês de Sapucaí. Com a esposa, um casal de amigos e mais de 1,80m de altura, ele chamou o vendedor que passava na hora:
"-Pô irmão, me veja aí um cheeseburguer que eu acho que num tô legal...ai meu coração...ai minha Portela...Portelaaaaaaaa!" (um abraço, Roberto!)

A Portela aproveitou o ano PanAmericano do Brasil para explorar de maneira carinhosa e apaixonada um outro amor do brasileiro: o esporte. Trouxe para a avenida, como já de tradição, a águia símbolo da escola, brilhando com mais de 1 (um) milhão de LEDs azuis e totalmente mecanizada, como uma alegoria também para representar a águia símbolo de Zeus (e também do Deus Sol), o deus máximo do Olímpo.
A Escola Sacudiu o público como não faz à muito tempo, resgatando o prestígio dos seus velhos carnavais, à mais de 20 anos sem chegar ao primeiro lugar. Trouxe para a avenida atletas de renome dos esportes olímpicos brasileiros, como os irmãos Hipólito, Daiane dos Santos, Sebastian Pereira e outros.
Saiu da passarela do samba arrebatada pelos gritos de "é campeã....é campeã...", ficou em primeiro lugar geral na preferência do público (nota 9,7) e é uma das favoritas ao título.

Será um disparate se não voltar no sábado.



- Imperatriz Leopoldinense:
A Imperatriz é uma escola que não agrada quem quer sentir aquela energia do carnaval empolgação, mas certamente - e o número de vitórias não deixa mentir - agrada aos jurados. É a Escola com o típico "desfile técnico", como a carnavalesca Rosa Magalhães insiste em mostrar.

A Imperatriz não vem para agradar aos expectadores, e quase sempre é taxada como apática e sempre recebe as notas medianas (e caindo...) nas pesquisas de opinião. Mas é sempre um perigo às co-irmãs.
E não fugiu à regra. A Imperatriz contou a históia do bacalhau (o peixe) e prestou homenagem a Chacrinha. Com um samba carregado de pesquisas e fatos históricos, não descolou os traseiros das arquibancadas. Mas passou impecável! Calma, no tempo, certinha, e perigosa! Nos mííínimos detalhes. Fez o carnaval para juizes verem.


- Grande Rio:
A Escola que veio parqa a Sapucaí para contar a história de seu município-pai, Duque De Caxias, sendo de certa forma parte de sua própria história, não mostrou um desfile habitual no que se refere à magia e empolgação. Falou de figuras importantes para o município: deputado Tenório Cavalcante, conhecido como o homem da capa preta, o Terreiro de João da Goméia, a Igreja do Pilar e Zeca Pagodinho, que fez famoso o distrito de Xerém, onde tem um sítio que se tornou ícone de um samba de qualidade.
Com minhas sinceras desculpas, apesar de belíssima, acho que não representa um grande perigo para as demais escolas. Pode ser que desabroche no sábado das campeãs, mas infelizmente, virá desfalcada de uma alegoria que pegou fogo logo na dispersão, na Praça da Apoteose.


-Beija-Flor.
Como grande admirador do samba e brasileiro que sou, me vejo perfeitamente capaz de opinar sobre este assunto com total liberdade, assim como faria qualquer grande fã do samba. Não é preciso ser catedrático no assunto. O samba é democrático, não distingue cor nem raça, não vê posição social nem financeira e dá alegria ao coração de quem participa com amor e atenção.

Quem esteve na Passarela do Samba, mais precisamente no setor 4, de frente para o setor 11 (olá senhores jurados!!! I was watching you...), ou ainda nos setores populares, pode ver que a Beija-Flor de Nilópolis, apesar de bela e luxuosa, estava muito desorganizada. O senhor Neguinho atravessou a letra do samba umas duas vezes, os organizadores estavam com problemas nas alas, mais precisamente em movimentá-las e separá-las, além do "cebo nas canelas" nos 4 minutos finais para não estourar o tempo limite na avenida. Pudemos presencias o rompimento desorganizado da ala das baianas (ô, minhas senhoras...) que , numa tentativa de deixar despercebido, foi partida em 3 (três), afim de parecer algo planejado (veja última foto)

Onde já se viu? Planejar buracos na Escola? Atravessar o Samba? Lentamente introduzir uma intérprete feminina, assim "na calada", com o desfile próximo do fim, numa tentativa de reduzir a carga do inérprete principal? Em que estavam pensando? Que os jurados dos quesitos harmonia e evolução são o quê?

Eu sei a resposta: Eles são Beija-Flor, é isso que eles são. E cegos! E descarados!
Ah, já ia me esquecendo: o Império do Mal também é Beija-flor (leia-se Rede Globo)
Voltarei a falar disso no próximo tópico.

Desfile das Escolas de Samba de Domingo - Uma análise pessoal - Parte Dois

Ainda no primeiro dia do Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial, no Rio de Janeiro, além da Estácio de Sá e do Império Serrano, tivemos os desfiles da Mangueira, da Viradouro, Mocidade Independente de Pagre Miguel e Unidos de Vila Isabel.

Estação Primeia de Mangueira:
A escola fez juz às raízes, como a segunda escola mais antiga e tradicional do carnaval carioca. Com uma comissão de frente simplória no que diz respeito à originalidade, mas sem deixar de prestar sua homenagem ao conhecido intérprete dos sambas de todo ano, o Jamelão, usou belíssimas alegorias para retratar a história da língua portuguesa.


Viradouro:
A escola de São Gonçalo trouxe para a avenida a certeza de que quer "ganhar o carnaval no grito". Mas fez por merecer. Com um desfile forte, um refrão que caiu na boca do povo e com algumas inovações, como a bateria sobre um tabuleiro de xadrez, a escola falou de jogos. Jogos em geral. Falou de apostas, ganhar, perder, virar a mesa, quebrar a banca, coisas do tipo. A bateria estava sensacional como de costume, sobre a qual qualquer comentário seria completamente desnecesário. Uma grande candidata à voltar no sábado das campeãs.



Mocidade Independente de Padre Miguel:

A "Estrela de Cinco Pontas" da Zona Oeste trouxe para a avenida a história do artesanato. O trabalho feito à mão, antes e depois da era digital. Do início da civilização até a modernidade. Era Ãdão saindo do paraíso, representado pela figura de um homem vivo que levantava de um livro na comissão de frente; um belo touro dourado e estatuetas de homens e deuses feitas à mão. A escola foi brilhante, com uma bateria estupenda, inovando em mais ou menos 15-20 segundos de paradinha (deve ser um recorde!). Trouxe ainda Bruno Ribas, intérprete que faz sua estréia na Mocidade Independente. Foi realmente um show para se lembrar.



Unidos de Vila Isabel:
A campeã do carnaval 2006 trouxe para a avenida um carnaval de expectativas. E ficou por aí. Apenas expectativas. Me fez pensar onde a escola teria investido tanto dinheiro disponível para seu carnaval. Dinheiro que, à disposição de muitas outras escolas, seria a garantia do primeiro lugar na quarta-feira de cinzas. Além da injeção financeira do padrinho Hugo Chavez (é, ele mesmo, Chavito de la Venezuela!!!) como cooperação para o carnaval de 2006 - Soy Loco por Ti America! - que falava de povos latino-americanos, a escola recebeu um prêmio capital pelo primeiríssimo lugar no carnaval daquele ano. Será que não guardaram nem um pouquinho para o carnaval deste ano?Ela estava mais bonita que de costume, antes da vitória de 2006. Mesmo assim, esperava-se muito mais que ela pode mostrar. O samba ajudou, porque estava na boca do povo. Mas isso é uma reação natural à vitória do ano passado, pois ao contrário do que acontece com o futebol, as escolas que vencem costumam ganhar e "roubar" torcedores. No final da noite de domingo (manhã de segunda-feira), a sapucaí era totalmente Vila-Isabel. É provável que ela volte no sábado das campeãs. Mas deve desfilar cedo...
Quanto às fotos da Vila-Isabel, não as tenho, por uma baixa energética no equipamento foto-digital.
É, pessoal, acabou a pilha... sinto muito.
Tenho outras fotos que tirei para arquivo pessoal. Se dentre os visitante, houver alguém interessado, basta pedir por e-mail para renatocaldas01@gmail.com , que eu envio prontamente, sem problemas.
Um abraço para todos.
E-mails, xingamentos e ameaças de morte para: renatocaldas01@gmail.com
Renato Caldas.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Desfile das Escolas de Samba de Domingo - Uma análise pessoal - Parte Um



Neste domingo, dia 18 de Fevereiro de 2007, o Brasil e o Mundo pode ver o maior espetáculo da Terra. Foi o primeiro dia dos desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. E eu estava lá! Com alguns problemas técnicos, minha Olympus X-760 riu e tripudiou de mim, dando a entender que não queria jogar o foco corretamente no meio da passarela do samba. E eu, como calmo e tranquilo folião brasileiro, tive que fazer malabarismos para controlar o mínimo movimento das mãos, a fim de compensar desfoques sensíveis. Mas registrei cada grande alegoria que passou diante dos olhos atentos e emocionados de todo o mundo. Ou, quase cada um.

A ordem dos desfiles deste domingo foi a seginte:
21:00hs - 22:20hs: Estácio de Sá
22:20hs - 23:40hs: Império Serrano
00:00hs - 01:20hs: Estação Primeira de Mangueira
01:25hs - 02:45hs: Viradouro
02:45hs-04:05hs: Mocidade Independente de Padre Miguel
04:10hs-05:30hs: Unidos de Vila Isabel (Atual Campeã do Carnaval de 2006)

A Estácio de Sá repetiu o enredo do carnaval de 1987. Repetir o enredo nunca foi algo que tenha acontecido dentre as escolas de Samba, mas esta prática começou a se popularizar nos últimos 4 anos, quando a Tradição repetiu um enredo da Portela (esta é a mais antiga das escolas de samba). O Enredo da Estácio de Sá foi "O tititi do Sapoti".Contando a história do sapoti, uma fruta de origem Mexicana, que se popularizou e foi introduzido aqui no Brasil pela corte do Rei Dom João e "Dona" Leopoldina. Foi muito belo ver a Sapucaí estourar de alegria, com um enredo conhecido, um samba à 20 anos na ponta da língua e uma bateria que surpreendeu, tocando pesado, muito bem compassada e com uma harmonia atípica para esta escola. Foi incrível ver a superação da Estácio de Sá, que já foi rebaixada e retornou ao grupo especial uma série de vezes.


O Império Serrano falou das diferenças entre os homens, com o enredo "Ser diferente é normal: o Imério Serrano Faz a Diferença No Carnaval". Sinceramente, não achei tanto brilho na coroa do Império Serrano. O refrão era bom: "...eu quero ver, o amor florescer, ser diferente é normal...e o Império tá aí, pra levantar seu astral, se liga no meu carnaval!" Ficou excelente, a Sapucaí em peso cantando, mas a bateria não me agradou em nada. Pra quem entende de samba, sabe que existem três tipos diferentes de marcação, que quem faz é um instrumento chamado de "surdo". É como um zabumba grande e com couro animal. Existe a marcação de primeira: "tum...tum...tum...", a marcação de segunda: "tum-tum...tum-tum...tum-tum...', e é claro, a de terceira: "tumtum-tum...tumtum-tum... tumtum-tum...", que são mais rápidas em escala crescente, ou seja, da primeira pra terceira. A Mangueira usa o surdo de primeira, o surdo solitário, e APENAS ELA. É sua marca registrada na história do carnaval. Viradouro e Salgueiro já usaram os de segunda e terceira.

Disse isso tudo pra falar que NÃO SABIA QUAL A ORDEM DO SURDO DO IMPÉRIO SERRANO. Era descompassado, me encomodou os ouvidos, e afim de obedecer a obrigatoriedade da "paradinha-da-bateria" , que virou quesito obrigatório de julgamento, a escola se estrepou, fez excessivas e exaustivas paradinhas, perdendo o rumo e o controle do samba executado.
Por outro lado, a escola estava belíssima. Seguem algumas fotos das principais alegorias.



VOLTO A ESCREVER AMANHÃ, DIA 20 DE FEVEREIRO, COM MINHA OPINIÃO SOBRE AS ESCOLAS RESTANTES, POIS HOJE NÃO ESTOU COM TEMPO SUFICIENTE, UMA VEZ QUE ACORDEI TARDE E AINDA VOU PARA A SAPUCAÍ NOVAMENTE, POIS HOJE TEMOS MAIS 7 ESCOLAS RESTANTES. VOU REGISTRAR TODAS E COLOCAR AS FOTOS DAS DE ONTEM E DAS DE HOJE. MAS SÓ AMANHÃ!


UM ABRAÇO A TODOS.

Renato Caldas.

domingo, fevereiro 18, 2007

O Carnaval à prova de balas do Carioca

Ontem, Sábado dia 17 de Fevereiro de 2007, estive com minha namorada e a família dela no fantástico e apoteótico Bailinho do Norte Shopping. Para quem não mora no Rio de Janeiro (...meus parabéns...), o Norte Shopping é o maior shopping center da zona norte desta cidade, e como todos nós aqui sabemos, numa das localidades mais perigosas na zona norte. No natal de 2005, houve um caso de uma granada que fora jogada na guarita deste estabelecimento. Bem em frente, há uma cabine da polícia, que vira e mexe está crivada de balas, com os vidros quebrados...um retrato bem conhecido dos moradores da cidade maravilhosa (...ou seria calaminosa?)

Recentemente, este shopping passou por uma obra de expansão da planta (...e acreditem, não houve desabamentos...), ganhando assim uma área conhecida como Pátio Norte Shopping.

Seguem fotos.


Fotos (1) (2) (3) de minha autoria - Renato Caldas, Rio,17/02/2007

Observe a "alegria" nos rostos. A tranqüilidade e a paz de espírito dos "foliões".
Foi um bailinho para crianças, mas era notável a quantidade de pessoas que estavam no local sem crianças. Seriam pessoas que gostam de carnaval, mas têm receio de sair por conta do medo de não voltarem dadas as forças do destino? Destino insólito e que faz mira nas mãos de um marginal?

Eu não pretendia falar nada, como vocês devem ter notado nas postagens anteriores, pois se trata de um comentário redundante e bastante cruel, vistas nossas necessidades em não sentir mais tanta dor por isso, mas vou quebrar o silêncio, encarar os fatos e falar: O menino João Hélio, de 6 anos de idade (ele completaria 7 em março), que ficou preso no cinto de segurança do carro roubado de sua mãe, e fora arrastado por 7 quilometros. Quase um quilômetro para cada ano de vida da criança...parece até um castigo para o menino. E para a besta humana que o fizera, ele realmente era um "boneco de Judas", conforme relatado no Canal de Última Hora dos Verdes Mares. (clique aqui)
Mas que criança, ou que adulto, mereceria um castigo desses? Acho que somente esses.


Se fosse um homem, já seria lastimável. Repudiável. Mas uma criança?
Crueldade? Ruindade? Maldade? Isso não tem nome!!!! Pago 50 reais para quem me der (pode ser por e-mail) um nome apropriado para isso! Tenho certeza de que ninguém vai conseguir, pois por mais intenso que seja, a gente fica com a sensação de que a palavra deixa lacunas para a verdadeira magnitude dos fatos.

Lacuna maior, ficou para os pais, parentes, vizinhos e amigos do menino de Cascadura, outro bairro do subúrbio do Rio de Janeiro. Relatos dizem que era um garoto de ouro! Um menino incrível, com comportamento irretocável e a admiração daqueles que o rodiavam.

Este era o menino e sua família antes do acidente.


Imagem (1) retirada de http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,7750963,00.jpg
Imagem (2) do arquivo pessoal da família de João.

E sua família após o acidente.

Imagem retirada de http://www.estadao.com.br/banco/img/livre/2007/02/1122007021120542315MENINO14.jpg

Ah, mas eu sei de que você certamente lembrou...Direitos Humanos, não é? Direitos dos Presos?

Os pais de João Hélio (6) são pessoas realmente de bom coração. "Pena de morte? Não..." - disseram eles - "Nós queremos Justiça!"

Ouvir isso, minha gente, dói mais ainda! Os Direitos Humanos asseguram um camalhaço de direitos para todos nós: Direito à Vida, Direito de Ir e Vir...Será que o direito à Justiça está lá? Eu não sei. Se alguém souber, dentre os advogados de plantão,por favor, me diga. Mas eu garanto que os Direitos do Marginal Safado, Escomungado e Merecedor de um Escalpe à Comanche, este sim, deve ser um direito que está assegurado lá. Se alguém achar que estou errado, ou que esteja sendo muito radical, não se esqueça: Direito à Liberdade de Expressão é um direito assegurado. Ou adiquirido? Até quando? Enquanto puder, vou fazer uso desgastado e esbanjado dos meus.

Peço desculpas aos senhores moderados ou brandos, vocês têm direito à indignação com minhas palavras. Respeito seu ponto de vista, mas só o que peço: Não esqueçamos que amanhã, pode ser o nosso filho, o nosso irmão, um parente nosso a ficar pendurado pelo cinto, sendo arrastado pelo carro como bigas romanas...Indignai-vos!!!! Por favor! Não Esqueçamos!!!!

Pela primeira vez desde que comecei a escrever este blog, acho que não sei a hora de parar de falar...deve ser agora.

sábado, fevereiro 17, 2007

É Carnaval, o maior espetáculo da Terra! E não é que SP fez bonito?

Olá à todos. Com vocês já devem ter percebido, frequentemente eu fico por longos dias sem postar absolutamente nada aqui no meu blog, mas neste carnaval vai ser diferente.

VOU ESTAR NA MARQUÊS DE SAPUCAÍ, no RIO DE JANEIRO, "Carnavólatra" que sou, nos dois dias de desfile das escolas do Grupo Especial, e vou fotografar tudo. Espero que as fotos fiquem boas, tanto quantas as que tirei da última vez no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Pode nem passar pela cabeça dos que visitam este blog, mas sou Imperatriz Leopoldinense com muito orgulho, e de uns anos pra cá, não me imagino fazendo nada diferente no Carnaval, que não seja ficar na Cidade Maravilhosa enquanto todos batem em retiada, rumo aos mais diversos destinos turísticos, dentre eles Região dos Lagos, aqui mesmo no Rio de Janeiro (estado, não cidade), ou mesmo destinos fora do estado, como Bahia e Nordeste Brasileiro.


Estive assistindo ontem ao desfile das escolas de samba de São Paulo, e tenho certeza, o mito está caíndo: O carnaval paulista está ficando muito bom. Mas todo mundo não deixa de perguntar o porquê.

Existem muitas explicações, que não pretendo aceitar nenhuma individualmente, pois são fatos que se fortalecem mutuamente. Vejamos algumas coisas:
São Paulo tem dinheiro e vontade de investir no seu carnaval. Diferente do Rio de Janeiro, as escolas de São Paulo estão sempre associadas à algum grupo, time ou nacionalidade, seja uma família de italianos, ou aquele pessal que torce para a mancha-verde ou para o "coringão". Aqui no Rio, as escolas nasceram REALMENTE como berços do samba. É claro, uma ou outra se desdobrou de alguma escola ou bloco de carnaval, como é o caso da Portela (salve o manto azul-e-branco), que já foi um bloco do bairro de madureira, cresceu, virou uma grande escola, campeoníssima e arrebatadora,com uma tradição imensurável que, em meio ao calor das disputas e algumas brigas internas, deu origem à Tradição, outra escola que representa a alma carnavalesca do carioca. Por essas e outras, podemos dizer que aqui no Rio, fundamentalmenteou as escolas saíram de bocos de carnaval da Avenida Rio Branco ou já nasceram berços de samba. Sem falar na quantidade de escolas associadas à comunidades como a Mangueira, o Salgueiro, etc..etc..

Bem, enfim: São Paulo está fazendo bonito. Tem vontade de crescer no seu carnaval, investindo pesado (claro, não é nenhum orçamento à la Unidos de Vila Isabel, que contou em 2006 com as burras do senhor Hugo Chàvez), com belas alegorias sem o limite de altura como é na Marquês de Sapucaí, por causa da torre de TV no final da avenida. Então, eles estão literalmente "crescendo para cima". Eles têm a facilidade do parque industrial que envolve a cidade, portanto, tudo aquilo que a gente usa e tem de trazer de São Paulo para confeccionar nosso carnaval, eles compram no quintal de casa.

Império da Casa-Verde fez um belo desfile, assim como Imperador do Ipiranga. Acho que são candidatas à uma vitória, com alegorias que fariam sucesso em qualquer carnaval do mundo. Só o que me deixa um tanto entristecido são os nomes ridículos de algumas escolas...mas faz parte. Aqui no Rio tem algumas com nomes bem estranhos também, mas graças à Deus, elas não vêm parar no Grupo Especial nunca...(brincadeira, pessoal...é carnaval!!!!)

Portanto, parabéns aos meus irmãos paulistas (e paulistanos). Vocês estão fazendo bonito mesmo!

Bem, escrevi desta maneira informal, como tal não estou acostumado, para registrar que VOU PUBLICAR AQUI NO BLOG AS FOTOS QUE TIRAR DA AVENIDA NESTE CARNAVAL. NÃO DEIXEM DE PASSAR QUI, OK?

Vou publicar algumas em thumbnails e todas as outras em arquivos no Rapidshare, para que sejam baixadas.

São para uso livre, desde que respeitem a propriedade intelectual e que NÃO DEGRADEM A IMAGEM dos fotografados, com estas novas traquitanas manipuladoras de imagem (cof..cof...Photoshop!!!!) Desculpem, ando tossindo muito...rs rs

Um abraço para todos, usem camisinha, cuidado para que seus filhos não fiquem presos no cinto de segurança do carro em caso do assalto, porque os "bandidos não têm culpa, tadinhos"...divirtam-se e não deixem o Carnaval causar amnésia social entre um copo de cerveja e outro.
Não esqueçam que isso aqui é Brasil.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

As Novas Caras-de-Pau do Velho Senado Brasileiro

Hoje, 01 de Fevereito de 2007, o Brasil mais atento às notícias pode ver a posse dos novos senadores. Senhores eleitos por nós e, como cães, deveriam refletir a personalidade de seus donos. De fato, não são cães nem são escravos, para serem propriedade privada. Mas são empregados.E nós, somos patrões passados para trás.

Arnaldo Jabor fez uma fantástica analogia: a política brasileira é como uma lagartixa cujo rabo fora cortado. A lagartixa, sem sombra de dúvidas, não fica lá muito feliz, mas logo depois o novo rabo cresce igualzinho ao rabo antigo, e bastante fortalecido.

Senhor Severino Cavalcante elegeu seu candidato a presidente do senado. O ilustríssimo (e cheio de brilhantina) Senador Fernando Afonso Collor de Melo está lá. Foi eleito. Seu partido, que está com certa minoria da banca, não precisa de mais nada. Eles tem Collor! Eu me lembro, e era um caraminguá pequenino quando testemunhei, a fúria verde-amarelo dando um pé na bunda do Collor. Era o poder da Rede Global de colocar no poder e, em seguida, tirar do poder aquele que foi a vergonha da minha geração. O orgulho deste homem? Ah, ele tem, pois até hoje há quem esteja recebendo correções do congelamento das cadernetas de poupança, e foi ele quem ordenou a medida. Minha futura sogra não tem coragem de colocar dinheiro em caderneta de poupança, e quando a Previdência Social paga sua esmola (desculpe, benefício...), ela saca tudo (como se fosse muito) porque tem medo de deixar no banco. Pobre brasileira.

E este homem, senhores amigos visitantes, tem um site. Não deixem de visitar! Entrem em http://www.collor.com - e por favor, não cliquem em "pular introdução"...tesk tesk...assistam! Testemunhem a hipocrisia. E eu desafio você a encontrar um link para contato. Ele não é besta, nem nada. Não quer ser importunado? Simples! Não divulgue onde mora e nem dê seu celular para qualquer um, não é assim que a gente faz, companheiros?

E por falar em "companheiros", ele também está lá! Senhor Paulo Maluf. Este filme nos já vimos. Lembram-se de V de Vingança? Assistam à P de Palhaço.

Realmente, não são como cães fiéis. São como abutres sobre o nosso bife. Um bife suculento, com muita burocracia para nós, mas facinho facinho para eles.
Bem feito pra gente! E nem com porrada a gente aprende. O brasileiro, definitivamente, é como uma ninfomaníaca sado-masoquista: gosta de dor e pede sempre para apanhar mais.

Nada mais a declarar....

O Mestre do Terror Brasileiro

A arte e a cultura brasileira vêm passando por um processo de amadurecimento contínuo ao longo dos tempos. O cinema nacional, em contraste ao que vemos hoje, já foi exemplo de mal gosto e falta de qualidade. Se faz bastante claro que não podemos justificar o todo pela parte. Grandes mestres como Mazzaropi, do cinema regionalista, Oscarito, Grande Otelo, que foram grandes nomes no cinema de Chanchada, além de roteiristas e diretores de peso, como Carlos Manga e claro, José Mogica Marins, o todo poderoso e senhor de todos os sortilégios Zé do Caixão.

A literatura, desta se torna redundante falar, temos uma das mais ricas do mundo, sem a menor sombra de dúvida. Clássicos que encantaram, emocionaram e fizeram pensar gerações inteiras de crianças, jovens e adultos. Augusto dos Anjos, Cecília Meirels, Guimarães Rosa, Olavo Billac, Oswald de Andrade, Érico Veríssimo, Machado de Assis, Manoel Bandeira, Mário Quintana, Monteiro Lobato...acho melhor parar por aqui.

E em tempos de "Eguinha Pocotó" e "Bruna Surfistinha", vale muito a pena falar de uma literatura que, fazendo juz ao gênero, está consolidando um grande novo nome do suspense e terror brasileiro: André Vianco

Se você ainda não ouviu falar dele, vai ouvir. Com grandes títulos lançados em mais de 10 anos de carreira, André Vianco cria e dá vida aos mais surpreendentes devaneios de uma mente genial no que tange a criatividade para escrever histórias de vampiro, anjos, fantasmas e demais criaturas de além-túmulo. O mais interessante é poder ver personagens com nomes realmente brasileiros e lugares por onde você certamente passa todos os dias à caminho do trabalho retratados em suas páginas. São heróis e anti-heróis com problemas do cotidiano de todos nós, como a bebida, aluguel atrasado, dificuldades de relacionamento interpessoal e, é claro, professores na arte do "jeitinho".

São obras de vocabulário simples e direto, o que deixa bem claro que o importante para ele é a emoção, a diversão e o entretenimento na hora de lermos suas obras. André não me parace, nem de longe, ter a menor pretenção de algum dia ser imortal da Academia Brasileira de Letras. Em se tratando de formalidades e tradições literárias, se este fosse o caso, tenho certeza que tudo que "Os Imortais" iriam querer é que André Vianco continuasse o mais mortal possível. Mas em se tratando de diversão, longa vida à André Vianco!

Algumas de suas obras mais famosas são: Os Sete (seu primeiro sucesso), Sétimo, Senhor da Chuva, Sementes No Gelo e a coleção Turno Da Noite.

Ler André Vianco vale cada minuto, cada centavo e cada arrepio na espinha.
Recomendo!

Alguns links interessante:
Museu Mazzaropi - http://www.museumazzaropi.com.br/
Click Escritores - http://www.clickescritores.com.br/imortais.htm
Contos Noturnos - http://www.contonoturno.hpg.ig.com.br/livros/index.html
Edito Novo Século - http://www.novoseculo.com.br/

por Renato Caldas.
E-mails, xingamentos e ameaças de morte para: renatocaldas01@gmail.com