quinta-feira, fevereiro 01, 2007

As Novas Caras-de-Pau do Velho Senado Brasileiro

Hoje, 01 de Fevereito de 2007, o Brasil mais atento às notícias pode ver a posse dos novos senadores. Senhores eleitos por nós e, como cães, deveriam refletir a personalidade de seus donos. De fato, não são cães nem são escravos, para serem propriedade privada. Mas são empregados.E nós, somos patrões passados para trás.

Arnaldo Jabor fez uma fantástica analogia: a política brasileira é como uma lagartixa cujo rabo fora cortado. A lagartixa, sem sombra de dúvidas, não fica lá muito feliz, mas logo depois o novo rabo cresce igualzinho ao rabo antigo, e bastante fortalecido.

Senhor Severino Cavalcante elegeu seu candidato a presidente do senado. O ilustríssimo (e cheio de brilhantina) Senador Fernando Afonso Collor de Melo está lá. Foi eleito. Seu partido, que está com certa minoria da banca, não precisa de mais nada. Eles tem Collor! Eu me lembro, e era um caraminguá pequenino quando testemunhei, a fúria verde-amarelo dando um pé na bunda do Collor. Era o poder da Rede Global de colocar no poder e, em seguida, tirar do poder aquele que foi a vergonha da minha geração. O orgulho deste homem? Ah, ele tem, pois até hoje há quem esteja recebendo correções do congelamento das cadernetas de poupança, e foi ele quem ordenou a medida. Minha futura sogra não tem coragem de colocar dinheiro em caderneta de poupança, e quando a Previdência Social paga sua esmola (desculpe, benefício...), ela saca tudo (como se fosse muito) porque tem medo de deixar no banco. Pobre brasileira.

E este homem, senhores amigos visitantes, tem um site. Não deixem de visitar! Entrem em http://www.collor.com - e por favor, não cliquem em "pular introdução"...tesk tesk...assistam! Testemunhem a hipocrisia. E eu desafio você a encontrar um link para contato. Ele não é besta, nem nada. Não quer ser importunado? Simples! Não divulgue onde mora e nem dê seu celular para qualquer um, não é assim que a gente faz, companheiros?

E por falar em "companheiros", ele também está lá! Senhor Paulo Maluf. Este filme nos já vimos. Lembram-se de V de Vingança? Assistam à P de Palhaço.

Realmente, não são como cães fiéis. São como abutres sobre o nosso bife. Um bife suculento, com muita burocracia para nós, mas facinho facinho para eles.
Bem feito pra gente! E nem com porrada a gente aprende. O brasileiro, definitivamente, é como uma ninfomaníaca sado-masoquista: gosta de dor e pede sempre para apanhar mais.

Nada mais a declarar....

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