segunda-feira, outubro 27, 2008

O Rio de Janeiro teve a chance de mudar a sua história pra melhor, e escolheu continuar na mesma...

Neste domingo, dia 26 de outubro de 2008, alguns poucos mnicípios do Brasil foram levados novamente às urnas para o segundo turno das eleições para prefeitura destas cidades. Aqui no Rio de Janeiro não foi diferente.

O segundo turno foi disputado entre Eduardo Paes, PMDB e apoiado pelo governo do estado e pelo governo federal (o primeiro, por livre e espontâneo interesse, e o segundo, por livre e espontânea pressão) e Fernando Gabeira, PV, com uma camanha limpa (sem sujeira nas ruas), focada na discussão via internet e dependente dos votos de pessoas insatisfeitas com o resultado do governo feito por Sérgio Cabral.

O resultado transpareceu o que o interesse de uns poucos é capaz de fazer. Eduardo Paes venceu com uma diferença de menos de 0,8% sobre Fernando Gabeira.

A minha opinião é, pra princípio de conversa, a opinião de uma pessoa chateada com as colocações públicas de nosso governador, um homem capaz de ofender a classe médica publicamente porque não comparece aos plantões de um hospital (Getúlio Vargas) que se tornou central de pronto atendimento aos feridos e indispostos da guerra do tráfico na região da leopoldina (o Morro do Alemão). Um governador que obriga pessoas, que antes de serem médicos e médicas são pais de família, a prestarem plantões durante a crise de epidemia da dengue, não remunerados, em regiões afastadas de seus locais de trabalho e moradia com custo de transporte pago pelo próprio bolso. Um governador que critica as medidas adotadas pelo atual prefeito (César Maia) com relação à saúde e educação, mas este foi quem revitalizou os hospitais do município e as escolas de ensino fundamental.

Se perguntar aos professores com matrículas no estado e no município: "-Você está mais satisfeito com as condições oferecidas em qual setor?", a resposta será SEMPRE que a satisfação parte das condiçÕes oferecidas pela prefeitura.

Em contra-partida, pudemos observar o discurso "HONESTO" e "BEM FUNDADO" de Eduardo Paes nos debatas na Rede lobo e BandTV, afirmando que a entrada de Gabeira na prefeitura seria César Maia saindo por uma porta e entrando por outra.

Ora, tenha paciência... Fernando Gabeira, membro fundador do PV (a quem planejo me filiar), deputado estadual, diversos projetos de lei aprovados, uma lista de inimigos corruptos, outra lista ainda maior de atos bem feitos pela cidade do Rio de Janeiro (a pesar dele ser mineiro de Juiz de Fora), JAMAIS serviria de joguete para o atual prefeito ASSIM COMO O PREFEITO ELEITO SERÁ NAS MÃOS DO GOVERNADOR DO ESTADO. Temos, portanto, o senhor Sérgio Cabral mandando NA CIDADE E NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. À meu ver, é quase uma situação totalitária.

Se eu fosse o Gabeira, teria usado este argumento. Poderia ter sido leviano e acusado o Governador de armar uma aliança para tentar estabelecer uma "ditadura estadual". Mas não sou o Gabeira. Não sou tão bem informado quanto ele, e sou bem mais esquentado. Não sei me calar diante de uma clara MANIPULAÇÃO DE DATAS NO CALENDÁRIO DE FERIADOS À FAVOR DOS CANDIDATOS COM MAIOR APELO NAS CLASSES MAIS POBRES E NECESSITADAS DA SOCIEDADE CARIOCA, de modo que aqueles a quem seria atribuída a chance de votar, foi dada a oportunidade de viajar no feriado do funcionarismo público, este transferido de terça-feira (dia 28 de outubro) para segunda-feira (dia 27 de outubro).

Em uma situação justa e honesta isso deveria ter sido levado em consideração, e numa medida de garantir eleições igualitárias e sem influência do calendário civil, já que pensava-se em modificar a data do feriado, porque ele não foi transferido para uma semana antes das eleições? Ou uma semana depois? Ou três dias depois?

Se 30% dos que viajaram estivessem aqui para votar no Gabeira, e os outros tivessem viajado da mesma forma, ou simplesmente ANULADO, FERNANDO GABEIRA SERIA O ATUAL PREFEITO ELEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.

Mas em troca de um plano de governo moderno, com ambições de informatização de TODO o serviço público, insentivo à cultura, um estudo da epidemia anual de dengue, reflorestamento de áreas devastadas da mata atlântica, busca por uma política municipal de segurança, articulação junto à iniciativa privada em benefício do desenvolvimento social e econômico da região, O POVO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO optou por viajar, pelo vale0merenda do Eduardo Paes (do Governador Sérgio Cabral), pelas medidas populistas de inalguração de postos de saúde concluídos à toque de caixa NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO para fazer graça aos olhos daqueles que têm necessidades momentâneas maiores que parar e pensar direito...

É BEM FEITO PRE GENTE. SE EU FOSSE O SÉRGIO CABRAL, TAMBÉM ESTARIA MORRENDO DE RIR. QUE RAIVA EU TENHO DE FAZER PARTE DESTE SISTEMA CARIOCA. QUE RAIVA EU TENHO DE SER CARIOCA. QUE RAIVA....

Quem está certo é o Gaúcho, o Paranaense... Eles têm mais é que se separar deste paisinho de gente que ainda vende o voto por um prato de comida que não mata a fome, por um copo de água que não mata a sede. Que vende tudo que tem pra comprar um ingresso e ir ao Maracanã...

Ô povinho sem vergona que é o povinnho da cidade do Rio de Janeiro.